Astrônomos descobrem relíquia fóssil rara da Via Láctea primordial

eso1630pt-br — Nota de imprensa científica

7 de Setembro de 2016

Com auxílio do Very Large Telescope do ESO e outros telescópios, uma equipe internacional de astrônomos descobriu um resto fossilizado da Via Láctea primordial, que contém estrelas com idades muito diferentes. Este sistema estelar é parecido com um aglomerado globular, mas ao mesmo tempo diferente dos outros aglomerados já conhecidos, pois contém estrelas muito similares às estrelas mais antigas da Via Láctea, ajudando-nos a fazer a ponte entre o passado e o presente da nossa Galáxia.

Terzan 5, situado a 19 mil anos-luz de distância na constelação de Sagitário em direção ao centro galático, tem sido classificado como um aglomerado globular desde há cerca de 40 anos, quando foi descoberto. No entanto, uma equipe liderada por astrônomos italianos acaba de descobrir que Terzan 5 é diferente de todos os outros aglomerados globulares conhecidos.

A equipe obteve dados com o instrumento Multi-conjugate Adaptive Optics Demonstrator [1] instalado no Very Large Telescope, assim como com uma série de outros telescópios colocados tanto no solo como no espaço [2]. Os pesquisadores encontraram fortes evidências da existência de dois tipos distintos de estrelas em Terzan 5, as quais não diferem apenas nos elementos que contêm, mas apresentam também uma diferença de idades de cerca de 7 bilhões de anos [3].

As idades das duas populações indicam que o processo de formação estelar em Terzan 5 não se processou de forma contínua, tendo sido dominado por dois períodos distintos de formação estelar. “Esta hipótese requer que o antecessor de Terzan 5 tenha tido enormes quantidades de gás para uma segunda geração de estrelas e tenha sido muito massivo, com pelo menos 100 milhões de vezes a massa do Sol,” explica Davide Massari, co-autor do estudo, do INAF, Itália e da Universidade de Groningen, Holanda.

A suas propriedades incomuns fazem de Terzan 5 o candidato ideal a um fóssil vivo dos primeiros dias da Via Láctea. Teorias atuais de formação galática assumem que vastos acúmulos de gás e estrelas interagiram para formar o bojo primordial da Via Láctea, fundindo-se e dissolvendo-se no processo.

Pensamos que alguns restos destes acúmulos gasosos poderão ter permanecido relativamente imperturbados e que continuam existindo em nossa Galáxia,” explica Francesco Ferraro da Universidade de Bolonha, Itália, e autor principal do estudo. “Tais fósseis galáticos permitem aos astrônomos reconstruir uma parte importante da história da nossa Via Láctea.”

Apesar das propriedades de Terzan 5 serem incomuns para um aglomerado globular, são no entanto muito semelhantes à população estelar que se encontra no bojo galático, a região central altamente compacta da Via Láctea. Estas semelhanças poderão fazer de Terzan 5 uma relíquia fossilizada de formação galática, representando um dos mais antigos blocos constituintes da Via Láctea.

Esta suposição é reforçada pela massa original de Terzan 5 necessária à criação de duas populações estelares: uma massa semelhante à dos enormes acúmulos que se pensa terem formado o bojo durante a formação da Galáxia há cerca de 12 bilhões de anos atrás. De algum modo Terzan 5 conseguiu escapar de ser desfigurado por bilhões de anos, tendo sido preservado como um resto do passado distante da Via Láctea.

Algumas das características apresentadas por Terzan 5 assemelham-se às detectadas nos acúmulos gigantes que observamos em galáxias com formação estelar a elevados desvios para o vermelho, sugerindo que semelhantes processos de formação ocorreram tanto no Universo local como no longínquo durante a época de formação galática,” continua Ferraro.

Esta descoberta abre assim o caminho para uma melhor e mais completa compreensão da formação de galáxias. “Terzan 5 poderá representar um elo intrigante entre o Universo local e o longínquo, uma testemunha que sobreviveu ao processo de formação do bojo galático,” explica Ferraro ao comentar a importância da descoberta. Este trabalho fornece um possível caminho para que os astrônomos possam deslindar os mistérios da formação galática e oferece uma vista sem precedentes da complicada história da Via Láctea.

Notas

[1] O Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator (MAD) é um sistema de ótica adaptativa multi-conjugado protótipo que pretende demonstrar a exequibilidade de diferentes técnicas de reconstrução MCAO no âmbito do conceito do E-ELT e de instrumentos de segunda geração para o VLT.

[2] Os pesquisadores usaram também dados da Wide Field Camera 3 instalada a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e da Câmera 2 de Infravermelho Próximo montada no Telescópio W. M. Keck.

[3] As duas populações estelares detectadas têm idades de 12 e 4,5 bilhões de anos, respectivamente.

Mais Informações

Este trabalho foi descrito num artigo científico intitulado “The age of the young bulge-like population in the stellar system Terzan 5: linking the Galactic bulge to the high-z Universe” de F. R. Ferraro et al., que será publicado na revista especializada The Astrophysical Journal.

A equipe é composta por F. R. Ferraro (Dipartimento di Fisica e Astronomia, Università degli Studi di Bologna, Itália) , D. Massari (INAF – Osservatorio Astronomico di Bologna, Itália & Instituto Astronômico Kapteyn, Universidade de Groningen, Holanda), E. Dalessandro (Dipartimento di Fisica e Astronomia, Università degli Studi di Bologna, Itália; INAF – Osservatorio Astronomico di Bologna, Itália) , B. Lanzoni (Dipartimento di Fisica e Astronomia, Università degli Studi di Bologna, Itália), L. Origlia (INAF – Osservatorio Astronomico di Bologna, Itália; Instituto Astronômico Kapteyn, Universidade de Groningen, Holanda), R. M. Rich (Department of Physics and Astronomy, University of California, Los Angeles, EUA) e A. Mucciarelli (Dipartimento di Fisica e Astronomia, Università degli Studi di Bologna, Itália).

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é  financiado por 16 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, assim como pelo Chile, o país de acolhimento. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronômica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope, o observatório astronômico ótico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é um parceiro principal no ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

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Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1630, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contato local para a imprensa. O representante brasileiro é Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos. A nota de imprensa foi traduzida por Margarida Serote (Portugal) e adaptada para o português brasileiro por Gustavo Rojas.

Sobre a nota de imprensa

No. da notícia: eso1630pt-br

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O estranho aglomerado Terzan 5

O estranho aglomerado Terzan 5
O estranho aglomerado Terzan 5

O estranho aglomerado Terzan 5
O sistema Terzan 5

O sistema Terzan 5
Céu em torno do aglomerado estelar Terzan 5

Céu em torno do aglomerado estelar Terzan 5

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Zoom no aglomerado estelar Terzan 5

Zoom no aglomerado estelar Terzan 5

Veja também


Un equipo de astrónomos descubre una extraña reliquia fósil de la Vía Láctea temprana

eso1630es-cl — Comunicado científico

7 de Septiembre de 2016

Un equipo internacional de astrónomos, utilizando el Very Large Telescope de ESO y otros telescopios, ha revelado la existencia de un resto fósil de la Vía Láctea temprana que da cobijo a estrellas de muy diferentes edades. Este sistema estelar se asemeja a un cúmulo globular, pero no se parece a ninguno conocido. Contiene estrellas muy similares a las estrellas más antiguas de la Vía Láctea y tiende un puente entre el presente y el pasado de nuestra galaxia, ayudándonos a rellenar ese espacio vacío en nuestra comprensión de su historia.

Terzan 5 se encuentra a 19.000 años luz de la Tierra, en la constelación de Sagitario (el arquero) y en la dirección del centro galáctico. Hace ya unos cuarenta años, desde su detección, que se clasifica como un cúmulo globular. Ahora, un equipo de astrónomos, liderado por investigadores italianos, ha descubierto que Terzan 5 no es como los demás cúmulos globulares conocidos.

El equipo estudió los datos del instrumento Multi-conjugate Adaptive Optics Demonstrator [1], instalado en el Very Large Telescope, así como de un conjunto de otros telescopios en tierra y en el espacio [2]. Encontraron pruebas contundentes que en Terzan 5 hay dos clases distintas de estrellas que no sólo difieren en los elementos que contienen, sino que tienen una diferencia de edad de aproximadamente 7.000 millones de años [3].

Las edades de las dos poblaciones indican que el proceso de formación de estrellas en Terzan 5 no fue continuado, sino que estuvo dominado por dos brotes distintos de formación estelar. “Esto implica que el antepasado de Terzan 5 debía contar con grandes cantidades de gas para tener una segunda generación de estrellas y ser bastante masivo. Por lo menos 100 millones de veces la masa del Sol“, explica el coautor del estudio Davide Massari, investigador del INAF (Italia) y de la Universidad de Groningen (Países Bajos).

Sus inusuales propiedades hacen de Terzan 5 el candidato ideal para ser un fósil viviente de los inicios de la Vía Láctea. Las teorías actuales sobre la formación de la galaxia asumen que, para formar el bulbo primordial de la Vía Láctea, fue necesaria la interacción entre ingentes masas de gas y estrellas que, durante el proceso, acabaron fusionándose y disolviéndose.

Creemos que algunos restos de estas masas gaseosas podrían seguir existiendo,  relativamente inalterados y embebidos en la galaxia“, explica Francesco Ferraro, de la Universidad de Bolonia (Italia) y autor principal del estudio. “Estos fósiles galácticos permiten a los astrónomos reconstruir una parte importante de la historia de nuestra Vía Láctea“.

Mientras que las propiedades de Terzan 5 son infrecuentes en un cúmulo globular, son muy similares a las de la población estelar que se encuentra en el bulbo galáctico, la condensada región central de la Vía Láctea. Estas similitudes podrían hacer de Terzan 5 una reliquia fosilizada de la formación de la galaxia, un ejemplo de los primeros bloques de construcción de la Vía Láctea.

Esta hipótesis se ve reforzada por la masa original de Terzan 5 necesaria para crear dos poblaciones estelares: una masa similar a la de los grandes cúmulos que se supone que dieron lugar al bulbo durante la formación de la galaxia, hace alrededor de 12.000 millones de años. De alguna manera, Terzan 5 ha logrado sobrevivir sin ser alterada  durante miles de millones de años y se ha conservado como un remanente del pasado distante de la Vía Láctea.

Algunas características de Terzan 5 se asemejan a las detectados en los cúmulos gigantes que vemos en galaxias con formación estelar con un alto desplazamiento al rojo, sugiriendo que, durante la época de formación de las galaxias, tanto en el universo local como en el universo distante, se produjeron procesos de formación similares“, continúa Ferraro.

Por lo tanto, este descubrimiento allana el camino para una comprensión mejor y más completa del conjunto de la galaxia. “Terzan 5 podría representar un vínculo interesante entre el universo local y el universo distante, un testigo que ha sobrevivido al proceso de formación del bulbo galáctico“, explica Ferraro mientras destaca la importancia del descubrimiento. Para los astrónomos, esta investigación representa una posible vía para desentrañar los misterios sobre la formación de la galaxia y ofrece una visión sin precedentes de la complicada historia  de la Vía Láctea.

Notas

[1] El instrumento MAD (Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator) es el prototipo de un sistema de óptica adaptativa múltiple conjugada (MCAO) que pretende demostrar la viabilidad de las diferentes técnicas de reconstrucción MCAO en el marco del concepto E-ELT y para los instrumentos de segunda generación del VLT.

[2] Los investigadores también utilizaron datos de la cámara Wide Field Camera 3 a bordo del Telescopio Espacial Hubble de NASA/ESA y de la cámara infrarroja de segunda generación Near Infrared Camera, instalada en elTelescopio Keck.

[3] Las dos poblaciones estelares detectadas tienen 12.000 y 4.500 millones de años respectivamente.

Información adicional

Este trabajo de investigación se presenta en el artículo científico titulado “The age of the young bulge-like population in the stellar system Terzan 5: linking the Galactic bulge to the high-z Universe”, publicado en la revista The Astrophysical Journal.

El equipo está formado por F. R. Ferraro (Departamento de Física y Astronomía, Universidad de Estudios de Bolonia, Italia);, D. Massari (INAF – Observatorio Astronómico de Bolonia, Italia & Instituto Astronómico Kapteyn, Universidad de Groningen, Países Bajos); E. Dalessandro (Departamento de Física y Astronomía, Universidad de Estudios de Bolonia; INAF – Observatorio Astronómico de Bolonia, Italia);, B. Lanzoni (Departamento de Física y Astronomía, Universidad de Estudios de Bolonia, Italia); L. Origlia (INAF – Observatorio Astronómico de Bolonia, Italia; Instituto Astronómico Kapteyn, Universidad de Groningen, Países Bajos); R. M. Rich (Departamento de Física y Astronomía, Universidad de California, Los Ángeles, EE.UU.) y A. Mucciarelli (Departamento de Física y Astronomía, Universidad de Estudios de Bolonia, Italia).

ESO es la principal organización astronómica intergubernamental de Europa y el observatorio astronómico más productivo del mundo. Cuenta con el respaldo de dieciséis países: Alemania, Austria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, España, Finlandia, Francia, Italia, Países Bajos, Polonia, Portugal, el Reino Unido, República Checa, Suecia y Suiza, junto con el país anfitrión, Chile. ESO desarrolla un ambicioso programa centrado en el diseño, construcción y operación de poderosas instalaciones de observación terrestres que permiten a los astrónomos hacer importantes descubrimientos científicos. ESO también desarrolla un importante papel al promover y organizar la cooperación en investigación astronómica. ESO opera en Chile tres instalaciones de observación únicas en el mundo: La Silla, Paranal y Chajnantor. En Paranal, ESO opera el Very Large Telescope, el observatorio óptico más avanzado del mundo, y dos telescopios de rastreo. VISTA (siglas en inglés de Telescopio de Rastreo Óptico e Infrarrojo para Astronomía) trabaja en el infrarrojo y es el telescopio de rastreo más grande del mundo, y el VST (VLT Survey Telescope, Telescopio de Rastreo del VLT) es el telescopio más grande diseñado exclusivamente para rastrear el cielo en luz visible. ESO es el socio europeo de un revolucionario telescopio, ALMA, actualmente el mayor proyecto astronómico en funcionamiento del mundo. Además, cerca de Paranal, en Cerro Armazones, ESO está construyendo el E-ELT (European Extremely Large Telescope), el telescopio óptico y de infrarrojo cercano de 39 metros que llegará a ser “el ojo más grande del mundo para mirar el cielo”.

Las traducciones de las notas de prensa de ESO las llevan a cabo miembros de la Red de Divulgación de la Ciencia de ESO (ESON por sus siglas en inglés), que incluye a expertos en divulgación y comunicadores científicos de todos los países miembros de ESO y de otras naciones.

El nodo español de la red ESON está representado por J. Miguel Mas Hesse y Natalia Ruiz Zelmanovitch.

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Francesco Ferraro
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Correo electrónico: francesco.ferraro3@unibo.it

Davide Massari
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Esta es una traducción de la nota de prensa de ESO eso1630.

Acerca de la nota de prensa

Nota de prensa No.: eso1630es-cl

Imágenes

The unusual cluster Terzan 5

The unusual cluster Terzan 5
solo en inglés
Terzan 5, un cúmulo inusual

Terzan 5, un cúmulo inusual
El sistema Terzan 5

El sistema Terzan 5
Alrededor del cúmulo de estrellas Terzan 5

Alrededor del cúmulo de estrellas Terzan 5

Videos

Acercándonos al cúmulo estelar Terzan 5

Acercándonos al cúmulo estelar Terzan 5

Ver también


Novos produtos gratuitos do ESO para planetários

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1 de Setembro de 2016

À medida que continua a construção do Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO, em preparação para a sua abertura no final de 2017, o ESO continua a preparar materiais de alta qualidade para planetários produzidos por astrofotógrafos, artistas, técnicos e músicos de renome internacional.

Tanto a missão como a visão do Supernova do ESO enfatizam a criação de ligações e experiências de aprendizagem para cientistas e público em geral; neste espírito, e no espírito do ESO de modo geral, todos estes produtos para planetário são distribuídos gratuitamente. A qualidade vem antes da quantidade, no entanto graças ao trabalho dedicado da nossa equipe e da comunidade que trabalha em planetários, estamos na posição de poder oferecer ambas.

A lista completa de material gratuito para planetários encontra-se disponível no website do Supernova do ESO. Este material inclui:

  1. Quase 400 clips fulldome nos arquivos do ESO e da ESA/Hubble, onde estão incluídos mais de 100 vídeos time-lapse muito rápidos produzidos pelo jovem cinematógrafo grego Theofanis N. Matsopoulos. Estes vídeos fulldome em 4k diurnos resolvem o problema de longa data de como os produzir sem equipamento caro e complexo. Há também mais de 125 imagens fulldome de muitos dos telescópios e edifícios do ESO.

  2. Mais de 250 panoramas retangulares de 360º, muitos dos quais são panoramas de 360 x 180 graus. Estes panoramas podem também ser usados com óculos de realidade virtual como, por exemplo, Oculus Rift, HTC Vive ou Google Cardboard.

  3. Espectáculos de planetário completos.

    1. O ESO orgulha-se de apresentar Da Terra ao Universo v2, uma versão melhorada e revista do espetáculo realizado por Matsopoulos. Nele o espectador parte numa viagem de descoberta celeste, desde as teorias primitivas dos antigos astrônomos gregos até aos mais impressionantes telescópios atuais. A versão 2 inclui: qualidade de imagem melhorada; mapas estelares de resolução mais elevada; novos vídeos do Very Large Telescope (VLT) obtidos durante a expedição fulldome; e um novo modelo 3D da Via Láctea, entre outros.

    2. Um novo espetáculo completo, também realizado por Matsopoulos, acaba de ser divulgado: O Universo Quente e Energético, que trata dos fenômenos naturais relacionados com a astrofísica das altas energias, uma área chave na pesquisa astronômica.
      As comunidades artística e de planetário contribuíram com vários espetáculos de planetário completos:

    3. Dois Pequenos Pedaços de Vidro; onde dois estudantes aprendem a história do telescópio — das modificações de Galileu à luneta infantil até ao lançamento do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Este espectáculo foi produzido por Interstellar Studios, do Imiloa Astronomy Center of Hawai’i and Carnegie Science Center para o Ano Internacional de Astronomia 2009.

    4. Escuro: O Filme; que explica e explora a natureza da Matéria Escura, a qual corresponde a 80% da massa existente no Universo. Escuro foi financiado conjuntamente por iVEC, Scitech e iVEC@UWA e foi realizado por Peter Morse.

    5. Insolação; Que explora como é que o Sol deu origem à vida na Terra, como é que ameaça a vida tal como a conhecemos e como é que a sua energia irá um dia desaparecer. Este espetáculo fulldome financiado pela NASA foi criado pelo Michigan Science Center.

    6. O Mistério da Matéria Escura; que fala do que é que mantém o Universo coeso. Quais são, de fato, os constituintes da chamada Matéria Escura?
      Este espetáculo foi produzido por Laupheim Planetarium.

    7. Mundos Distantes – vida alienígena? (No original “Ferne Welten – fremdes Leben?”), um filme que explora uma das questões mais persistentes da astronomia — estaremos sós? Este filme fulldome foi produzido por um consórcio de planetários alemães e realizado por Bjoern Voss.

    8. Consciente; um trabalho artístico realizado por estudantes do curso de Art and Science Immersive Media do departamento de Studio for Interrelated Media (SIM) no Massachusetts College of Art and Design. Trata-se de uma experiência imersiva que investiga a mente criativa, perceptiva e inexplorada. O crédito vai para os alunos do Massachusetts College of Art and Design.

    9. O “Entre” Desconhecido; um trabalho artístico realizado por estudantes do curso de Art and Science Immersive Media do departamento de Studio for Interrelated Media (SIM) no Massachusetts College of Art and Design. Trata-se de uma experiência imersiva que explora o momento entre a mente desperta e a adormecida. O crédito vai para os alunos do Massachusetts College of Art and Design.

    10. Fronteiras (Fronteras); um espetáculo fulldome baseado nos usos sociais da astronomia, produzido pelo Planetário Medellin na Colombia e realizado por Carlos Augusto Molina.

  4. Um novo arquivo musical com mais de 150 músicas gratuitas compostas pelos Embaixadores Musicais do ESO Jennifer Galatis, Johan B. Monell, tonelabs, John Dyson e Steve Buick; e outros artistas incluindo STAN DART e o zero-project. As fontes de inspiração para a música incluem os telescópios do ESO, o céu noturno chileno, o Telescópio Espacial Hubble, a Terra vista do espaço e a missão Rosetta da ESA.

  5. Os nossos talentosos artistas produziram belas composições de imagens para museus, imagens e vídeospara exposições em alta resolução — até 20 000 pixels. Estas imagens e vídeos farão parte da Exposição Universo Vivo do Supernova do ESO.

  6. Clips fulldome para uso VJ — Video Jockey-ing. Estes vídeos, criados por Matsopoulos, fornecem uma festa visual de cores e design e podem ser usados para enriquecer imensamente a experiência de uma audiência em eventos musicais realizados em planetários.

  7. Modelos 3D de tudo desde telescópios do ESO a órbitas no coração da Via Láctea.

  8. Artigos científicos que tratam de assuntos relevantes para a comunidade de planetários e dos quais se pode fazer o download gratuito. Artigos técnicos para a comunidade de planetários.

Pensamos que esta coleção contribuirá para o sucesso continuado da comunidade de planetários, da qual nós, no Supernova do ESO, nos sentimos orgulhosos de fazer parte. Se também, pelo seu lado, pretender ajudar a manter esta produção contínua de recursos gratuitos para planetários e a manter o Supernova do ESO gratuito pode:

  1. Fazer uma doação

  2. Enviar um email para hzodet@eso.org para contribuir com traduções na sua língua materna.

Ou entre em contato conosco pelas redes sociais se utilizar algum dos nosso produtos!

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Planetário e Centro de Visitantes Supernova do ESO

O Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO é um centro de astronomia de vanguarda para o público e uma infraestrutura educativa, situado no mesmo local que a Sede do ESO em Garching bei München. O centro comporta o maior planetário inclinado da Alemanha, Áustria e Suíça, para além de uma exposição interativa, partilhando com os seus visitantes o fascinante mundo da astronomia e do ESO, no intuito de inspirar gerações futuras a apreciar e a comprender o Universo que nos rodeia. Todo o conteúdo encontra-se disponível em inglês e alemão e a entrada é gratuita, embora sujeita a agendamento prévio. Para mais informações consulte o link:supernova.eso.org

O Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO surge de uma colaboração entre o Observatório Europeu do Sul (ESO) e o Instituto de Estudos Teóricos de Heidelberg (HITS). O edifício foi doado pela Klaus Tschira Stiftung(KTS), uma fundação alemã e o ESO encarregar-se-á de dirigir e operar a infraestrutura.

O Supernova do ESO é apoiado financeiramente por Evans & Sutherland.

KTS

A Klaus Tschira Stiftung (KTS) foi fundada em 1995 pelo físico e co-fundador Klaus Tschira (1940 – 2015) e trata-se de uma das maiores fundações europeias financiadas a título privado sem fins lucrativos. A Fundação promove o avanço das ciências naturais, matemática e ciência de computação, pretendendo aumentar o gosto por estas áreas. O empenhamento da Fundação começa no jardim de infância e estende-se pelas escolas, universidades e centros de investigação. A Fundação apadrinha novos métodos de transferência de conhecimento científico e apoia tanto o desenvolvimento como a apresentação cuidada de descobertas científicas. O Supernova do ESO é uma doação da KTS e o ESO encarregar-se-á de operar a infraestrutura.

HITS

O Instituto Heidelberg de Estudos Teóricos (HITS gGmbH) foi estabelecido em 2010 pelo físico e  co-fundador Klaus Tschira (1940 – 2015) e a sua fundação, a Klaus Tschira Stiftung, como uma instituição privada sem fins lucrativos. O HITS leva a cabo investigação de base no âmbito das ciências naturais, matemática e ciência de computadores, com especial enfoque no processamento, estruturação e análise de grandes quantidades de dados. As áreas de investigação vão desde a biologia molecular à astrofísica. Os accionistas do HITS juntam-se na HITS Siftung, uma subsidiária da Fundação Klaus Tschira, da Universidade de Heidelberg e do Instituto de Tecnologia Karlsruhe (KIT). O HITS coopera igualmente com outras universidades e institutos de investigação e com parceiros industriais. O financiamento base do HITS vem da HITS Stiftung com fundos recebidos da Fundação Klaus Tschira. As principais agências de financiamento externo são o Ministério Federal de Educação e Investigação (BMBF), a Fundação Alemã de Investigação (DFG) e a União Europeia.

ESO

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é  financiado por 16 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, assim como pelo Chile, o país de acolhimento. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronômica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope, o observatório astronómico ótico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é um parceiro principal no ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

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Garching bei München, Alemanha
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Email: osandu@partner.eso.org

Nuevos productos sin costo de ESO para planetarios

ann16058-es-cl — Anuncio

1 de Septiembre de 2016

A medida que la construcción del Planetario y Centro de Visitantes ESO Supernova avanza rápidamente en Garching, para su inauguración a fines de 2017, ESO continúa produciendo una gama de productos de alta calidad sin precedentes, para uso en planetarios, realizada por astro-fotógrafos, artistas, técnicos y músicos de renombre mundial.

La misión y visión del ESO Supernova hacen hincapié en la creación de conexiones y experiencias de aprendizaje para los científicos y el público en general. En concordancia con estos principios y con los valores de ESO, en general, todos nuestros productos para planetarios están disponibles sin costo. La calidad se antepone a la cantidad, pero gracias al intenso trabajo de nuestro equipo y de la comunidad de planetarios en general, estamos en condiciones de ofrecer ambos a la vez.

La serie completa de material sin costo para planetarios está disponible en el sitio web del ESO Supernova. Comprende lo siguiente:

  1. Casi 400 clips de cúpula completa, provenientes de los archivos de ESO y ESA/Hubble. Incluyen más de 100 videos ultra-rápidos en time-lapse del joven cineasta griego Theofanis N. Matsopoulos. Estos videos de 4K para cúpula completa resuelven el antiguo problema de lograr producciones sin contar con equipos complejos de gran costo. También hay más de 125 fotogramas para cúpula completa que presentan varios telescopios y edificios de ESO.
  2. Más de 250 impactantes panorámicas equirectangulares de 360 grados, muchas de las cuales sonpanoramas de 360 x 180 grados. También pueden utilizarse con gafas para Realidad Virtual (VR) tales como Oculus Rift, HTC Vive o Google Cardboard.
  3. Shows para planetarios de cúpula completa.

a. ESO tiene el orgullo de presentar From Earth to the Universe v2, (Desde la Tierra hacia el Universo v2), una versión actualizada y mejorada de la película de larga duración dirigida por Matsopoulos. Los espectadores emprenderán un viaje de descubrimiento celeste que los llevará a conocer desde las teorías de los antiguos astrónomos griegos hasta los imponentes telescopios de la actualidad. La versión 2 cuenta con: mejor calidad de imagen; mapas estelares de resolución superior; nuevos videos del Very Large Telescope (VLT) captados por la expedición fulldome; un nuevo modelo en 3D de la Vía Láctea y mucho más!

b. El estreno de una nueva película de larga duración, dirigida por Matsopoulos titulada: The Hot and Energetic Universe , (El Caliente y Energético Universo), que se sumerge en los fenómenos naturales relacionados con la astrofísica de altas energías, un ámbito clave de investigación para la astronomía. Las comunidades artísticas y de planetarios, en general, han aportado varios espectáculos para planetarios en versión completa;

c. Two Small Pieces of Glass (Dos Pequeñas Piezas de Vidrio): dos estudiantes descubren la historia del telescopio  — desde las modificaciones realizadas por Galileo al catalejo de un niño, hasta el lanzamiento del telescopio espacial NASA/ESA Hubble Space Telescope. El  espectáculo fue realizado por Interstellar Studios, el Imiloa Astronomy Center of Hawai’i y el  Carnegie Science Center para el Año Internacional de la Astronomía 2009.

d. Dark: The Movie (Dark: La Película); explica y explora la naturaleza de la materia oscura, el invisible 80% de la masa del Universo.  Dark fue financiada  conjuntamente por iVEC, Scitech y iVEC@UWA, y dirigida por Peter Morse.

e. Sunstruck; indaga cómo el Sol llegó a sustentar la vida en la Tierra, porqué presenta una amenaza para la vida tal como la conocemos, y cómo su energía se desvanecerá algún día. Este espectáculo para planetarios de cúpula completa, financiado por NASA, fue producido en el Michigan Science Center.

f. The Dark Matter Mystery (El Misterio de la Materia Oscura) indaga en qué mantiene cohesionado al universo.  Cuáles son, de hecho, los componentes de la denominada Materia Oscura? Este show fue realizado por el Planetario Laupheim.

g. Distant worlds – foreign life? (Mundos distantes – vida extraterrestre? (Su título original es “Ferne Welten – fremdes Leben?”); esta película explora una de las interrogantes fundamentales de la astronomía – estamos solos? Esta película para cúpula completa fue realizada por un consorcio de planetarios alemanes.El show fue dirigido por Bjoern Voss.

h. Sentient; un trabajo artístico realizado por estudiantes del Art and Science Immersive Media class, del Studio for Interrelated Media (SIM),   Massachusetts College of Art and Design. Es una cautivante experiencia que investiga la mente creativa, perceptiva e inexplorada. El mérito es de los estudiantes delMassachusetts College of Art and Design.

i. The Unknown Between; una obra artística de los estudiantes del Art and Science Immersive Media class, Studio for Interrelated Media (SIM),  Massachusetts College of Art and Design. Es una cautivante experiencia que explora la fase entre el sueño y la vigilia.  El mérito es de los estudiantes delMassachusetts College of Art and Design.

j. Borderlines (Fronteras); un espectáculo de cúpula completa, basado en los usos sociales de la astronomía, producido por el Planetario Medellin de  Colombia. El show fue dirigido por Carlos Augusto Molina.

4. Un nuevo archivo de música que contiene más de 150 temas musicales sin costo, compuestos por losMúsicos Embajadores de ESO, Jennifer Galatis, Johan B. Monell, tonelabs, John Dyson y Steve Buick; y otros artistas que incluyen a STAN DART y zero-project. Las fuentes que han servido de inspiración para su música incluyen los telescopios de ESO, los cielos nocturnos de Chile, el Telescopio Espacial Hubble, la Tierra vista desde el espacio y la misión Rosetta de ESA.

5. Nuestros talentosos artistas han producido hermosas composiciones de imágenes para museos, imágenes yvideos para exposiciones con una espectacular alta resolución, de hasta 20 000 píxeles.  Estas formarán parte de la exposición Living Universe Exhibition del ESO Supernova.

6. Videoclips de cúpula completa para Video Jockey-ing (VJ). Estos videos, creados por Matsopoulos, brindan una verdadera fiesta visual de color y diseño, y pueden utilizarse para enriquecer la experiencia de los espectadores, en eventos musicales que se celebren en planetarios.

7. Modelos en 3D de todo lo imaginable, desde los telescopios de ESO hasta órbitas dentro de la Vía Láctea.

8. Publicaciones de investigación científica de planetarios acerca de temas relevantes para la comunidad de planetarios, que pueden descargarse gratuitamente. Informes de la comunidad de planetarios.

Estamos seguros de que esta recopilación servirá para contribuir al éxito continuo de la comunidad de planetarios, de la cual ESO Supernova forma parte con orgullo.  Si Ud., a su vez, desea colaborar con la producción de productos gratuitos para los planetarios, como también con la gratuidad  del ESO Supernova, puede:

  1. Realizar una donación
  2. Enviar un correo electrónico a hzodet@eso.org para colaborar con una traducción a su propio idioma.

O háganos saber, a través de nuestras redes sociales si ha utilizado alguno de nuestros productos!

Planetario y Centro de Visitantes ESO Supernova

El Planetario y Centro de Visitantes ESO Supernova es un centro astronómico de vanguardia, ubicado en la sede central de ESO, en Garching bei Munchen, Alemania, que ofrecerá a las visitas una experiencia que les permitirá sumergirse por completo, llenándoles de asombro con el Universo en que vivimos. Todo el contenido está disponible en inglés y alemán y la entrada es gratuita, pero requiere reserva previa. Para más detalles visita: supernova.eso.org

El Planetario y Centro de Visitantes ESO Supernova se ha hecho posible gracias a una colaboración entre el Observatorio Europeo Austral (ESO) y el Instituto Heidelberg de Estudios Teóricos (HITS). El edificio se financió mediante una donación de la fundación alemana Klaus Tschira Stiftung (KTS), en tanto que ESO se hará cargo del funcionamiento.

KTS

La Fundación Klaus Tschira Stiftung (KTS) fue establecida en 1995 por el físico y cofundador de SAP Klaus Tschira. Es una de las mayores fundaciones privadas, sin fines de lucro en Europa. La Fundación promueve el desarrollo de las ciencias naturales, las matemáticas y las ciencias computacionales, y pretende aumentar la valoración de estos campos. El compromiso de la Fundación comienza en el jardín de infantes y prosigue en las escuelas, universidades y centros de investigación. La Fundación apoya los métodos innovadores para la transferencia de conocimientos científicos, como también el desarrollo y una presentación comprensible de los resultados de investigaciones. El edificio ESO Supernova fue posible gracias a una donación de KTS, en tanto que ESO se hará cargo del funcionamiento de las instalaciones.

HITS

El Instituto Heidelberg de Estudios Teóricos (HITS gGmbH) fue establecido por el cofundador de SAP Klaus Tschira y su Fundación Klaus Tschira Stiftung, como un instituto de investigación privado sin fines de lucro. El HITS lleva a cabo investigación básica en lo referente al procesamiento, estructuración y análisis de grandes cantidades de datos en las ciencias naturales, las matemáticas y las ciencias de la computación. Las áreas de investigación comprenden desde la biología molecular hasta la astrofísica. Las instituciones que participan de HITS son HITS Stiftung, una subsidiaria de la Fundación Klaus Tschira, la Universidad de Heidelberg y el Instituto Karlsruhe de Tecnología (KIT).  HITS también colabora con otras universidades e institutos de investigación y con socios del sector industrial.  La base de financiamiento de HITS es proporcionada por HITS Stiftung, con fondos provenientes de la Fundación Klaus Tschira.  Los principales organismos de financiamiento externo son el Ministerio Federal de Educación e Investigación (BMBF), la Fundación Alemana de Investigación (DFG), y la Unión Europea.

ESO

ESO es la organización astronómica intergubernamental más importante en Europa y el observatorio astronómico en tierra más productivo del mundo. Cuenta con el respaldo de 16 países: Austria, Bélgica, Brasil, República Checa, Dinamarca, Francia, Finlandia, Alemania, Italia, Holanda, Polonia, Portugal, España, Suecia, Suiza y el Reino Unido, además de Chile como país anfitrión. ESO desarrolla un ambicioso programa centrado en el diseño, construcción y operación de potentes instalaciones para la observación astronómica desde la Tierra, permitiendo así a los astrónomos realizar importantes descubrimientos científicos. ESO también juega un papel fundamental a la hora de promover y organizar la cooperación para la investigación en el campo de la astronomía. ESO opera en Chile tres instalaciones de observación únicas en el mundo: La Silla, Paranal y Chajnantor. En Paranal, ESO opera el Very Large Telescope (VLT), el observatorio óptico más avanzado del mundo, y dos telescopios de rastreo. El telescopio VISTA, que funciona en longitudes de onda infrarrojas, es el telescopio de rastreo más grande a nivel mundial y, por su parte, el VLT Survey Telescope (VST) es el telescopio de mayor tamaño diseñado para rastrear de manera exclusiva los cielos en luz visible. ESO es socio principal de ALMA, el proyecto astronómico de mayor envergadura en la actualidad. Y en el cerro Armazones, cercano a Paranal, ESO se encuentra construyendo el European Extremely Large Telescope (E-ELT), de 39 metros de diámetro, el que se convertirá en “”el ojo más grande del mundo para mirar el cielo”.

 

 

Enlaces

Contactos

Tania Johnston
ESO Supernova Coordinator
Garching bei München, Germany
Tel: +49 89 320 061 30
Cell: +49 170 867 5293
Email: tjohnsto@eso.org

Oana Sandu
Community Coordinator & Communication Strategy Officer
ESO ePOD
Tel: +49 89 320 069 65
Email: osandu@partner.eso.org

Onde o Céu e a Terra colidem

No alto do deserto chileno do Atacama, os feitos pioneiros da engenharia humana colidem com a beleza majestosa do mundo natural. Esta imagem mostra o Observatório de La Silla do ESO, onde as cúpulas que abrigam alguns dos instrumentos astronômicos mais avançados do mundo se encontram sob um céu estrelado resplandescente.

Todas estas estrelas pertencem à nossa casa galática, a Via Láctea. A Via Láctea contém bilhões de estrelas, dispostas em duas estruturas claramente distintas. O halo, mais ou menos esférico, que consiste em estrelas mais velhas, aparece nesta imagem como o fundo de estrelas espalhadas por todo o céu. A segunda componente trata-se de um disco fino composto por estrelas mais jovens, gás e poeira. Esta componente aparece-nos na imagem com uma faixa densa e brilhante, visualmente deslumbrante, que corta o céu praticamente na vertical. Nuvens de poeira bloqueiam a luz das estrelas que se encontram por trás, dando à banda uma aparência sarapintada.

A concentração brilhante na banda de estrelas, situada em direção ao topo central da imagem, é a região central da Via Láctea. Neste local, os astrônomos descobriram estrelas deslocando-se muito mais depressa que nos outros locais da galáxia, o que foi interpretado como evidência para a existência de um buraco negro supermassivo, com cerca de quatro milhões de vezes a massa do Sol, situado no centro da nossa galáxia. O buraco negro não pode ser observado diretamente, mas a sua presença pode ser inferida a partir do efeito que a sua enorme gravidade tem nos movimentos destas estrelas próximas.

Crédito:

ESO/B. Tafreshi (twanight.org)

Donde chocan cielo y tierra

Arriba, en el desierto chileno de Atacama, pioneras hazañas de ingeniería humana contrastan con la majestuosa belleza del mundo natural. Esta imagen muestra el Observatorio La Silla de ESO, donde las cúpulas que albergan algunos de los instrumentos astronómicos más avanzados del mundo se sientan bajo un brillante cielo estrellado.

Todas estas estrellas pertenecen a nuestra “galaxia hogar”, la Vía Láctea, que contiene miles de millones de estrellas dispuestas en dos estructuras muy diferentes: por un lado, el halo, más o menos esférico y formado, principalmente, por estrellas viejas, y que en esta imagen aparece como un fondo de estrellas esparcidas por el cielo; por otro lado, el segundo componente es un delgado disco compuesto por estrellas jóvenes, gas y polvo y que podemos apreciar en la imagen como una banda densa, brillante y visualmente impresionante, casi formando una línea vertical en el cielo. Unas burbujas de polvo bloquean la luz de las estrellas, dando a la banda un aspecto moteado.

La brillante concentración en la banda de estrellas, ubicada hacia el centro superior de esta imagen, es la región central de la Vía Láctea. Aquí, los astrónomos han medido la velocidad a la que se mueven las estrellas, y lo hacen más rápido que en cualquier otro lugar de nuestra galaxia. Esto se interpreta como evidencia de la presencia, en elcentro mismo de nuestra galaxia, de un agujero negro supermasivo de unos cuatro millones de veces la masa del Sol. El agujero negro no puede observarse de forma directa, pero su presencia se puede deducir del efecto que su enorme gravedad tiene sobre los movimientos de estas estrellas cercanas.

Crédito:

ESO/B. Tafreshi (twanight.org)

Por que tão azul?

Apesar da cor azul ter muitas associações na vida cotidiana como, por exemplo, frio, tristeza, serenidade, a verdade é que para os astrônomos esta cor tem um significado muito diferente, como é demonstrado por esta galáxia espiralvista de perfil, Messier 98.

Messier 98, também conhecida por NGC 4192, situa-se aproximadamente a 50 milhões de anos-luz de distância naconstelação de Coma Berenices. Nesta bela imagem obtida pelo New Technology Telescope (NTT) do ESO, a periferia da galáxia, cheia de gás e poeira, encontra-se pontilhada de bolsas de luz azulada. Estas regiões estão repletas de estrelas muito jovens, tão quentes que resplandecem num tom azul brilhante. Estas estrelas jovens têm temperaturas tão elevadas que emitem intensa radiação, queimando parte do material denso que as rodeia. Acredita-se que, no total, Messier 98 contenha cerca de um trilhão de estrelas!

O NTT é um telescópio de 3,58 metros instalado no Observatório de La Silla, pioneiro no uso da ótica ativa e o primeiro telescópio do mundo a ter o espelho primário controlado por computador.

Crédito:

ESO
Acknowledgements: Flickr user jbarring